Um Estudo Sobre o Nosso Cérebro

    LOBO FRONTAL

    Com o Lobo Frontal realizamos tarefas a partir de determinadas estratégias. Essa região nos permite organizar uma seqüência lógica para resolvermos um determinado problema. O Lobo Frontal está ligado à fixação da atenção à capacidade de percebermos com crítica a coerência dos nossos atos. Nas lesões deste Lobo ocorrem desatenção, perseveração, o indivíduo se torna repetitivo, sua conduta passa a ser freqüentemente anti-social, sua personalidade se altera, às vezes ele passa a ser jocoso ou inconseqüente por não perceber sua inconveniência e não ter crítica dos seus próprios erros. Há uma constante labilidade emocional que faz com que estes pacientes chorem ou riam sem motivo aparente e sem controle racional.
    O Lobo Frontal, pela via piramidal que parte da sua área motora no giro central, executa atividade motora, voluntária, intencional. È por esta via que estendemos a mão para pegar a chave com que vamos ligar o carro, o lobo frontal dá partida para os nossos gestos, estando ligado ao que chamamos de iniciativa e de motivação. O Lobo Frontal controla impulsos que executam nossos comportamentos sociais e sexuais.
    No Lobo Frontal esquerdo está situada a famosa área de broca que é sede da expressão da linguagem falada.
    As lesões do Lobo Frontal provocam perda também da expressão facial espontânea. O indivíduo torna-se petrificado em sua mímica facial. Os danos frontais comprometem a flexibilidade do pensamento, tornando os pacientes rígidos em suas posturas éticas e inflexíveis em suas decisões.
    Quando há comprometimento do frontal esquerdo, a lesão na área de broca leva á perda da expressão da fala e o indivíduo, apesar de compreender o diálogo que ouve, só se expressa por pequenas palavras, quase sempre repetitivas.
    A lesão do frontal direito liberando a crítica e afetando a personalidade leva o paciente a se tornar falante e impertinente, não percebendo as sinalizações do ambiente que ele incomoda.
    O Lobo Frontal tem também importante papel na orientação espacial incluindo a orientação do nosso próprio corpo no espaço.
    As alterações da personalidade levam os indivíduos com lesão frontal a assumirem riscos descabidos e a não se aterem ás regras sociais. Eles podem apresentar também desvios de conduta sexual ou perda completa da libido.
    Um dano frontal esquerdo extenso pode levar à pseudodepressão e uma lesão frontal direita manifesta-se como uma pseudopsicose

    Um dos tipos de neurônio mais fácil de se identificar é o neurônio “ piramidal “ das áreas motoras do Lobo Frontal. Eles são nossos maiores neurônios, não só pelo tamanho do seu corpo celular, em forma de uma pirâmide, como pelos seus axônios que, a partir do cérebro, se estendem por mais de um metro até atingir as porções anteriores da medula espinhal.



    O CRÂNIO FÓSSIL

    Os achados de crânios fossilizados permitiram acompanhar informações preciosas na seqüência evolutiva que foi modificando o cérebro. Ao se desenvolver, aumentando de volume, o cérebro foi imprimindo marcas no crânio deixando pistas importantes que revelam os passos dessa evolução.
    O aumento craniano ocorreu principalmente pela projeção dos Lobos Frontais, que promoveram um avanço do crânio para a frente. O desenvolvimento da linguagem falada também marcou a face interna do crânio com sinais que imprimiram as saliências do giro frontal inferior esquerdo.



    ASSIMETRIA CRANIANA

    Com o uso de “ ferramentas “ pela mão direita, exigindo maior participação do cérebro esquerdo, e o aparecimento da linguagem falada, era de se prever, como conseqüência natural, uma maior expansão do hemisrio esquerdo.
    A assimetria esquerda/direita ficou marcada no crânio de fósseis desde a época dos Australopithecus, mas essa diferença, deve ter ficado mais nítida, a partir do aparecimento do Homoprimitivo, que passou a produzir instrumentos de pedra, que os obrigava a uma maior exigência motora com a mão direita.
    O uso da linguagem falada fez crescer a terceira circunvolução frontal do hemisrio esquerdo ( hoje conhecida como área de Broca, famoso cirurgião francês que a descreveu num cérebro humano em 1867 ) acentuando a assimetria craniana. Os fragmentos fósseis encontrados contém indícios dessa seqüência evolutiva.2


    ÁREA DE BROCA E A FALA

    Área pré-motora situada imediatamente anterior ao córtex motor primário e imediatamente acima da fissura de SYLVIUS com a marca “formação da palavra”. A lesão nesta região não impede a pessoa de vocalizar, mas torna impossível dizer palavras inteiras além de curtas e simples como não e sim. Uma área cortical intimamente associada também causa a função respiratória apropriada de modo que a ativação respiratória das cordas vocais possa ocorrer simultaneamente aos movimentos da boca e da língua durante a fala. Assim, as atividades pré-motoras que estão relacionadas com a área de Broca são altamente complexas.3.

    FUNÇÕES DO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL


    - âmbito de atenção
    - perseverança
    - julgamento
    - controle de impulso
    - organização
    - automonitoração e supervisão
    - resolução de problemas
    - pensamento crítico
    - pensamento antecipado
    - aprendendo com a experiência
    - a habilidade de sentir e expressar emoções
    - a interação com o sistema límbico
    - solidariedade

    O Córtex pré-frontal é a parte mais evoluída do cérebro. Ocupa o terço frontal do cérebro, debaixo da testa. É freqüentemente dividido em três seções: a seção dorsolateral (na superfície externa do córtex pré-frontal), a seção orbital inferior (na subsuperfície frontal do cérebro) e o giro do cíngulo (que atravessa o meio dos lobos frontais).
    No geral, o córtex pré-frontal é a parte do cérebro que observa, supervisiona, guia, direciona e concentra o nosso comportamento.
    O córtex pré-frontal (especialmente o córtex pré-frontal orbital inferior) ajuda você a pensar sobre o que dizer ou fazer antes de você dizer ou fazer alguma coisa efetivamente.
    Essa também é a parte do cérebro que ajuda você a aprender com os erros.
    O córtex pré-frontal (principalmente o córtex pré-frontal dorsolateral) também está envolvido em sustentar o âmbito de atenção. Ele ajuda você a concentrar-se numa informação importante, enquanto filtra pensamentos menos significativos e sensações.
    O córtex pré-frontal (especialmente o córtex pré-frontal dorsolateral) é também a parte do cérebro que permite que você sinta e expresse emoções; sinta felicidade, tristeza, alegria e amor. 4
    Sem o funcionamento adequado do córtex pré-frontal, é difícil agir de modo consistente e respeitoso, e o impulso toma conta da pessoa. O córtex pré-frontal tem muitas conexões com o sistema límbico. Ele envia mensagens inibitórias que ajudam a mantê-lo sob controle. Ele ajuda você a usar a cabeça junto com as emoções. Quando há dano ou atividade diminuída nessa parte do cérebro, especialmente no lado esquerdo, o córtex pré-frontal não pode inibir adequadamente o sistema límbico, provocando um aumento da vulnerabilidade à depressão se o sistema límbico se tornar hiperativo. Um exemplo clássico desse problema ocorre em pessoas que tiveram derrame no lobo frontal.
    A desativação do córtex pré-frontal muitas vezes faz com que dê um branco em uma conversa.
    Quando homens têm problemas nessa parte do cérebro, suas emoções ficam indisponíveis para eles e suas parceiras queixam-se de que eles não estão contando suas emoções. Muitas mulheres, por exemplo, culpam seus parceiros de serem frios e insensíveis, quando na verdade esse pode ser um problema do córtex pré-frontal que causa a falta de sintonia com os sentimentos do momento.
    O cérebro é muito macio. O crânio é muito duro. O cérebro está dentro de um espaço fechado que tem muitas bordas afiadas. Infelizmente para o córtex pré-frontal, o córtex orbital inferior fica em cima de várias saliências ósseas afiadas e o córtex pré-frontal lateral fica bem embaixo do lugar onde muitas pancadas na cabeça podem acontecer.
    De muitas maneiras, o córtex pré-frontal contém nossa capacidade de sermos nós mesmos.
    A área pré-frontal compreende a parte anterior não-motora do lobo frontal. Essa área desenvolveu-se muito durante a evolução dos mamíferos e no homem ocupa cerca de ¼ da superfície do córtex cerebral. Suas conexões são muito complexas. Através dos fascículos de associação do córtex, ela recebe fibras de todas as demais áreas de associação do córtex, ligando-se ainda ao sistema límbico. Especialmente importantes são as extensas conexões recíprocas que ela mantém com o núcleo dorsomedial do tálamo. Informações sobre o significado funcional da área pré-frontal têm sido obtidas principalmente através de experiências feitas em macacos e observação de casos clínicos nos quais houve lesão nessa área. Destes, um dos mais famosos ocorreu em 1868, quando P.T Gage, funcionário de uma ferrovia americana, teve seu córtex pré-frontal destruído por uma barra de ferro, durante uma explosão. Ele conseguiu sobreviver ao acidente, mas sua personalidade, antes caracterizada pela responsabilidade e seriedade, mudou dramaticamente. Embora com suas funções cognitivas basicamente normais, ele perdeu totalmente o senso de suas responsabilidades
    sociais e passou a vaguear de um emprego para outro, dizendo “ as mais grosseiras profanidades” e exibindo a barra de ferro que o vitimara. “ sua mente estava tão radicalmente mudada que seus amigos diziam que ele não era mais o mesmo Gage”.
    No que se refere às observações em animais, a experiência mais famosa foi feita em 1935, por Fulton e Jacobsen, em duas macacas chimpanzé que tiveram suas áreas pré-frontais removidas. Depois da operação, as macacas passaram a não resolver mais certos problemas simples, como achar o alimento escondido pouco tempo antes. Isso levou os autores a sugerir que a área pré-frontal poderia estar relacionada com algum tipo de memória para fatos recentes. Além disto, os animais tornaram-se completamente distraídos e não desenvolveram mais as características manifestações emocionais de descontentamento, em situações de frustração.
    Com base nessas experiências, Egas Moniz e Almeida Lima, dois cirurgiões portugueses, fizeram pela primeira vez, em 1936, a lobotomia (ou leucotomia) pré-frontal, para tratamento de doentes psiquiátricos com quadros de depressão e ansiedade. A operação consiste em uma secção bilateral da parte anterior dos lobos frontais, passando adiante dos cornos anteriores dos ventrículos laterais. Sabe-se hoje que os resultados devem-se principalmente à secção das conexões da área pré-frontal com o núcleo dorsomedial do tálamo. Essa cirurgia melhora os sintomas de ansiedade e depressão dos doentes, que entram em estado de “ tamponamento” psíquico, ou seja, deixam de reagir a circunstâncias que normalmente determinam alegria ou tristeza. Assim, por exemplo, pacientes com dores intratáveis causadas por um câncer e profundamente deprimidos, após a lobotomia, embora continuem a sentir dor, melhoram do ponto de vista emocional e passam a não dar mais importância à sua grave situação clínica. O trabalho de Egas Moniz e Almeida Lima sobre a leucotomia frontal teve grande repercussão, pois pela primeira vez empregou-se uma técnica cirúrgica para tratamento de doenças psíquicas (psicocirurgia). O método foi largamente usado, caindo em desuso com o aparecimento de drogas de ação antidepressiva. Uma conseqüência indesejável da leucotomia é que muitos pacientes perdem a capacidade de decidir sobre os comportamentos mais adequados diante de cada situação, podendo por exemplo, com a maior naturalidade, urinar, defecar ou masturbar-se em público.
    Esta área do cérebro está envolvida pelo menos nas seguintes funções:
    a-) escolha das opções e estratégias comportamentais mais adequadas à situação física e social do indivíduo, assim como a capacidade de altera-las quando tais situações se modificam;
    b-) manutenção da atenção. Vimos que lesões na área pré-frontal causam distração, ou seja, os pacientes têm dificuldade de se concentrar e fixar voluntariamente a atenção. Cabe lembrar que outras áreas cerebrais, a formação reticular inclusive , também estão envolvidas no fenômeno da atenção. Entretanto, os aspectos mais complexos dessa função, como, por exemplo, a capacidade de seguir seqüências ordenadas de pensamentos, dependem fundamentalmente da área pré-frontal;
    c-) controle do comportamento emocional, função exercida juntamente com o hipotálamo e o sistema límbico.


    GLÂNDULA PINEAL OU EPÍFISE

    Estrutura:

    A pineal é muito vascularizada e seu fluxo sangüíneo é superado apenas pelo rim, segundo pesquisasa realizadas em ratos.

    Aspectos Funcionais:

    Durante muito tempo acreditou-se que a pineal dos mamíferos seria apenas um vestígio filogenético do chamado terceiro olho encontrado em alguns lagartos sendo, por conseguinte, destituída de qualquer função. Entretanto, embora vários aspectos da fisiologia da glândula pineal ainda permanecem obscuros, seu significado funcional começa a ser desvendado com bastante segurança. A descoberta mais importante nesta área foi feita em 1958, quando Lerner e colaboradores isolaram o hormônio da pineal denominado melatonina.

    Ação da luz sobre a Pineal:
    A melatonina é sintetizada pelos pinealócitos a partir da serotonina, substância que existe em grande quantidade nessas células. O processo de tese'>síntese é ativado pela noradrenalina liberada pelas fibras simpáticas. Durante o dia essas fibras têm pouca atividade e os níveis de melatonina na pineal e na circulação são muito baixos. Entretanto, durante a noite, a inervação é ativada, liberando noradrenalina, e os neveis de melatonina circulante aumentam cerca de dez vezes. Deste modo, a tese'>síntese de melatonina não é um processo contínuo e suas concentrações no sangue obedecem a um ritmo circadiano, com pico durante a noite.
    Demonstrou-se que a luz inibe e o escuro ativa a glândula pineal.
    Uma recente função atribuída à pineal com base em algumas evidências experimentais é de que ela participa na regulação da atividade imunológica através da liberação de melatonina. Se essa função for confirmada, a pineal estará envolvida com alguns problemas médicos fundamentais. A melatonina começa a ter aplicação clínica como cronobiótico, ou seja, uma substância usada como agente profilático ou terapêutico em casos de desordens dos ritmos circadianos, especialmente do ritmo de sono e vigília.5

    HISTOFISIOLOGIA

    A Pineal possui células especializadas na produção hormonal, que são os pinealócitos. Encontramos também neurônios, células da glia e o endotélio. As funções metabólicas dessas células estão ligadas à produção de microesferas de fosfato e carbonato de cálcio ( entre outros elementos ). Essas esferas são constituídas por camadas concêntricas ( como uma cebola ), e haverá tantas camadas quanto mais idade tiver a pessoa.
    A produção desses cristais não prejudica a função da pineal, mas é a representação de sua intensa atividade. Esses cristais podem estar relacionados a funções desconhecidas ainda da estrutura biomagnética cerebral.

    MELATONINA

    A melatonina, hormônio produzido pelos pinealócitos, é altamente lipossolúvel. Com isso, consegue penetrar em todos os tecidos do corpo, já que a membrana plasmática de todas as nossas células é fosfolipídica. Essa alta penetrabilidade da melatonina lhe confere poderes de ação em múltiplas e inumeráveis funções de nossa fisiologia.
    A melatinina é produzida a partir da serotonina, que é um neurotransmissor envolvido com infinitas funções neuropsicofisiológicas. À luz do dia temos um acúmulo de serotonina, e à noite vamos ter sua conversão em melatonina. Assim, esse hormônio está em maior quantidade à noite ou a baixas incidências de luz ambiental. Será que há alguma correlação disso com as atividades mediúnicas que preferencialmente se realizam na penumbra?

    RITMOS BIOLÓGICOS

    Segundo a visão descartiana, o complexo pineal representa o ponto de união do espírito ao corpo. Sendo o complexo pineal elemento anatômico que responde pela função tempo e sendo o tempo uma região dimensional no espaço – quarta dimensão – há que se pensar na tese'>hipótese de que a ligação do espírito ao corpo em se dando através da quarta dimensão – dimensão espaço-tempo – tenha seu foco de ligação no “ relógio biológico”, o complexo pineal.

    A LUZ

    A visão não vai somente estar ligada à percepção e cognição mas também se liga a funções neuroendócrinas cujo órgão efetor é a glândula pineal.
    Maior incidência de luz- menor funcionamento da Pineal.
    Menor incidência de luz- maior funcionamento da Pineal.
    Se a Pineal é órgão da mediunidade, em tese'>hipótese, responda você: a manifestação mediúnica ocorre com mais facilidade de dia ou de noite? No claro ou no escuro? E a inspiração dos poetas, dos músicos, dos escritores, dos cientistas, ocorre com mais facilidade à luz do dia ou da noite? E as manifestações sensuais do namoro e do amor?
    Julgamos que essas manifestações ocorrem com mais facilidade à noite porque a Pineal está funcionando mais. À noite há, portanto, uma tendência das pessoas meditarem, refletirem. Ao refletir numa vida atribulada de angústias, culpas, orgulho, egoísmo, o que seria um momento de reflexão acaba se configurando nos estados de depressão. Essa depressão pode se expressar em estados comportamentais ou manifestar-se subclinicamente como alterações cardiocirculatórias que levam ao infarto do miocárdio, ás crises hipertensivas, aos acidentes vasculares cerebrais, que conhecidamente ocorrem na madrugada após uma noite de intensa agitação emocional manifesta nos órgãos.




    O MAGNETISMO

    O Cérebro é uma circuitaria elétrica complexa, passível de mensuração em milivoltagem. Também expressa intenso magnetismo, já qu perpendicularmente ao afluxo elétrico temos o fluxo magnético. O cérebro recebe influências dos campos magnéticos da terra, do Sol, da Lua e dos diversos astros do universo que alcançam a superfície da Terra. O cérebro capta o magnetismo externo conhecidamente através da glândula pineal.




    PSICOPATOLOGIA E GLÂNDULA PINEAL

    A memória é um conjunto de informações que são estocadas no cérebro espacial e temporalmente. Assim, algumas regiões corticais e hipocampais estocam memória, mas a temporalidade da memória, se é passado, presente ou futuro, estaria no relógio biológico representado pelo complexo pineal. Aí o complexo pineal funcionaria como um túnel do tempo, fazendo com que os fatos presentes e passados tenham uma coerência com a vida biológica da atual encarnação da pessoa.
    Elementos de memória de outras existências são bloqueados pelo túnel do complexo pineal. A menos que haja um processo patológico em que revivecências anímicas de outras existências consigam transpassar o túnel temporal do complexo pineal, perfazendo muitas vezes as manifestações psicóticas em complexos casos psiquiátricos. Também através de hipnose ou algumas técnicas de regressão de memória poderíamos alargar o túnel temporal do complexo pineal permitindo a afluência de memórias de vidas passadas.
    Também as possibilidades de captação de energias sutis pela glândula pineal permitiriam que as energias envolvidas no processo mediúnico de boas ou más influências espirituais atinjam a estrutura cerebral da pessoa transduzindo essas energias em patologias cerebrais orgânicas. A pineal serviu aí como um transdutor neuroendócrino e psico-espiritual.6

    A PINEAL SEGUNDO ANDRÉ LUIZ

    Observando a glândula pineal de um médium em reunião mediúnica, via-se que a mesma transformara-se em núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes.
    Sobre o núcleo, semelhante agora a flor resplandecente, caíam luzes suaves, de mais alto, reconhecendo eu que ali se encontravam em jogo vibrações delicadíssimas, imperceptíveis para mim.
    É a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre.
    Aos quatorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem reencarnado. O que representava controle é fonte criadora e válvula de escapamento. A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos.
    Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata , de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.
    E as glândulas genitais, onde ficam?
    - São demasiadamente mecânicas, para guardarem os princípios sutis e quase imponderáveis da geração. Acham-se absolutamente controladas pelo potencial magnético de que a epífise é a fonte fundamental. As glândulas genitais segregam os hormônios do sexo, mas a glândula pineal, se me posso exprimir assim, segrega “ hormônios psíquicos “ ou “ unidades-força “ que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras. Os cromossomos da bolsa seminal não lhe escapam à influenciação absoluta e determinada.
    - Segregando delicadas energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos. Manancial criador dos mais importantes, suas atribuições são extensas e fundamentais. Na qualidade de controladora do mundo emotivo, sua posição na experiência sexual é básica e absoluta. De modo geral, todos nós, agora ou no pretérito, viciamos esse foco sagrado de forças criadoras, transformando-o num ímã relaxado, entre as sensações inferiores de natureza animal. Quantas existências temos despendido na canalização de nossas possibilidades espirituais para os campos mais baixos da prazer materialista?. Lamentavelmente divorciados da lei do uso, abraçamos os desregramentos emocionais, e daí, a nossa multimilenária viciação das energias geradoras, carregados de compromissos morais, com todos aqueles a quem ferimos com os nossos desvarios e irreflexões. Do lastimável menosprezo a esse potencial sagrado, decorrem os dolorosos fenômenos da hereditariedade fisiológica, que deveria constituir, invariavelmente, um quadro de aquisições abençoadas e puras.
    - Segregando “ unidades-força “, pode ser comparada a poderosa usina, que deve ser aproveitada e controlada, no serviço de iluminação, refinamento e benefício da personalidade e não relaxada em gasto excessivo do suprimento psíquico, nas emoções de baixa classe. Refocilar-se no charco das sensações inferiores, à maneira dos suínos, é retê-la nas correntes tóxicas dos desvarios de natureza animal, e , na despesa excessiva de energias sutis, muito dificilmente consegue o homem levantar-se do mergulho terrível nas sombras, mergulho que se prolonga, além da morte corporal. Em vista disso, é indispensável cuidar atentamente da economia de forças, em todo serviço honesto de desenvolvimento das faculdades superiores. 7

    REFERÊNCIAS:

    1 Facure, nubor o. Muito Além dos Neurônios 3ª edição pg 70 / 91.
    2 Facure, nubor o. O Cérebro e a Mente uma conexão espiritual pg 20.
    3 Guyton e Hall. Fisiologia Humana e Mecanismos das Doenças 6ª edição pg 409.
    4 Amen Daniel G., Transforme seu cérebro transforme sua Vida capítulo 7 pg120.
    5 Machado, Ângelo B. M. Neuroanatomia Funcional 2ª edição pg 238.
    6 AME-Brasil. Saúde e Espiritismo 2ª edição pg 93.
    7 Xavier, Francisco C. Missionários da Luz 37ª edição pg 18 a 22.


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