Soneto V

    Doce Mãe, Sereníssima Senhora,
    Dos teus olhos velados de Doçura
    Nasce fresca a alvorada, que fulgura
    Na infortunada sombra de quem chora!

    Quando meu ser vagava em noite escura,
    Nas angústias do abismo que apavora,
    Estendeste-me os braços, vendo, embora,
    Minhas chagas de treva e de loucura ...

    Ante o Regaço Fúlgido consente
    Que minha se exalte, embevecida,
    Prosternada, ditosa, reverente.

    Recebe no dossel de Graça e Vida
    O louvor de teu filho penitente,
    No clarão de minhalma convertida.


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