Ir e Vir

    Oh! suprema ventura, ampla e radiosa!
    Libertar-se e subir, ao fim da luta...
    A alma sonha, tateia, ouve e perscruta
    A alegria que há muito se não goza!

    Mais além, surgem trilhas de ouro e rasa,
    Sobre a Terra que foge, diminuta...
    A paisagem por fim se desenluta
    Em aurora esplendente e majestosa!

    Estou livre, no entanto escuto gritos
    Que me lanham quais látegos aflitos...
    Triste de mim!... Debalde, me comovo!...

    O passado apresenta longo arquivo,
    E eu, que ria e cantava redivivo,
    Volto ao berço das lágrimas de novo!..


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