Anjo de Redenção

    Do Céu desceste resplendente e puro
    E no santo mistério em que te apagas
    Vestiste-me o burel de sânie e chagas
    E algemaste-me a lenho estranho e duro.

    Nume solar pairando no monturo,
    Terno, escondendo as flores com que afagas,
    Ouviste-me, em silêncio, o choro e as pragas,
    Doce e invisível no caminho escuro!...

    Mas, da cruz de feridas que me deste,
    Libertaste meu ser à Luz Celeste,
    Onde, sublime e fúlgido, flamejas!

    E agora brado, enfim, de alma robusta:
    – Deus te abençoe, ó Dor piedosa e justa,
    Anjo da redenção! bendito sejas!...


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