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Quando escutes na estrada, alma querida e boa.
A palavra que fira.
Recordando a pedrada que se atira
Quando alguém se conturba e amaldiçoa,

Coloca-te em lugar da pessoa acusada
E, se na luz da que te inspira e sustém
Nada possas fazer, não diga nada,
Nem censures ninguém.

Pelos caminhos do cotidiano,
Quem se afeiçoa à queixa renitente
É igual a nós: um coração humano,
As vezes enganado, outras vezes doente!. . .

Muita afeição que cai ou se arroja, de todo,
No azedume infeliz,
Não sabe que remexe uma furna de lodo,
Nem pondera o que diz. . .

Injúria, humilhação, sarcasmo, treva
Na comunicação verbal que te procura
São canais de mais dor, quando a dor se subleva
E cria delinqüência, expiação, loucura!. . .

Ante as palavras rudes ou sombrias,
Considera, também, por outro lado,
De quanta compreensão precisarias
Se tivesses errado!. . .

Palavras de ferir, palavras de humilhar,
Mágoas de quem falhou, reclamações de alguém,
Violência, agressão, amargura, pesar,
Entrega tudo a Deus nas vibrações do bem!. .

Nunca leves adiante a sombra que te prova;
Lembra a lição do sol, sereno e superior,
Que, abrindo cada dia em luz de vida nova,
Tudo cobre de amor.


Por: Maria Dolores, Do livro: Encontro de Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier


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