Indício de Auto-Iluminação

Repara quantas algemas de fel podem ser quebradas à medida que vences resoluto tuas imperfeições seculares, sem que necessites digladiar-te com tuas próprias sombras.
Perceba que de maneira infinita Deus te ampara nas questões espirituais e te provê na manutenção dos bens materiais.
Diante de tudo que já possuis como herdeiro do altíssimo, reflete que Jesus que e’ um dos teus irmãos mais superiores, veio a Terra acolhido simplesmente pelo calor de uma estrebaria e voltou aos céus vestindo tão somente a porção inferior de uma roupa rasgada.
Desta maneira, sem te ligares ao comodismo, entendendo o que e’ supérfluo e o que necessário, compreenderás que para bem viver não e’ necessário viver bem segundo os conceitos do mundo.
Nenhum dos servidores que tenham optado pela fidelidade cristã receberam como imposição à miserabilidade aviltante, no entanto não fugiram aos processos provacionais que necessitavam viver rumo ao alto.
Jesus vestiu-se de humildade, calçou alpercatas, alimentou-se com o mínimo, mas, no entanto não impôs estes sacrifícios a seus irmãos.
De maneira honrada, declinou ósculo santo a Lívia Lentulia e Joana de Cusa, ambas senhoras aquinhoadas, tal como recebeu com o mesmo afeto Matheus Levi e José de Arimatéia, um cobrador de impostos e um príncipe do Sinédrio.
O esplendor dos céus pede ao servidor, muita humildade de atos, alguma de palavras e nenhuma de aparências.
Os que seguem a verdade, andam nela e nada precisam provar.
São humildes porque são probos.
São ricos porque são dadivosos.
São milionários porque são brandos e pacíficos.
Buda foi bafejado pela fortuna terrena e entendendo que necessitava abandonar as honrarias Păndavas, caminhou esposado pela mendicância .
Contudo somente mais tarde quando entendeu e trabalhou nas profundas e nobres verdades, iluminou-se no verdadeiro nirvana de sabedoria e paz.
Ghandi enquanto estudou na Inglaterra recebeu a rejeição de muitos, no entanto após sua auto-descoberta e seus jejuns místicos em prol de outrem, tornou-se respeitado nas cátedras da real sociedade inglesa.
Chico Xavier foi descrito como ‘’simpático mistificador’’ no entanto o amor foi sua assinatura.
Krishina um mero esquecido de um dia, tornou-se avatar em outro.
Francisco da Úmbria, ridicularizado por uma pequena vila de camponeses tornou-se mais tarde a luz de Assis.
Maria, agredida e difamada em Madalena deixou de ser a endemoninhada prostituída, para conquistar a condição apostolar mais reconhecida por Jesus.
Pedro II expulso e ridicularizado e’ mais tarde lembrado como democrata e sábio.
Dr. Schweitzer visto como louco pela Europa deixa as teclas dos órgãos medievais pela poeirenta missão médica junto aos doridos da África Equatorial, até receber em 1952 o Nobel da Paz.
Tereza de Calcutá rotulada pelos irmãos de crença como comunista infame, torna-se a caridade corporificada candidata a canonização.
Tereza de Ávila tida como histérica e delirante pretensiosa, volita nas nuvens do bem e se faz interprete das almas perdidas do mundo.
Allan Kardec recebeu o reproche da sociedade científica francesa e não obstante ser o vaso escolhido para representar as notícias das vozes do grande além.
Jesus, ‘’batizado’’ pelos hipócritas como carpinteiro louco e revolucionário demoníaco, no auge de Sua trajetória terrena e’ açoitado e escarnecido, no entanto sobe aos céus nas asas da suprema bondade.
Ninguém sofreu mais a incompreensão dos homens-anões, que Jesus, O gigante da virtude.
E apesar de todo vilipêndio e de toda aparente derrota, fez-se luz bendita que brilha nos corações lhanezes afastados das vaidades.
Traído e perseguido, o Cristo manteve-se fiel a Sua doutrina de não violência.
Medico de almas, amparou corpos desnudos sob o frio da indiferença.
Psicólogo maravilhoso entendeu a ignorância reinante.
Diplomata do Pai intercedeu por todos nós.
Iluminado pelo próprio esforço iniciado em paragens muito distantes da Terra, e’ ainda hoje nosso modelo e guia.
Mão amiga, voz compassiva, água da vida chama-nos ao auto-aperfeiçoamento e a compreensão do próximo .
Se teu mestre e’ Ele o anjo da renúncia, bata as alpercatas quando não te escutarem.
Ora quando não te entenderem.
Vigia quando a dúvida te procurar.
E ama quando aparentemente, nada mais restar.
Renuncia a alegria de sorrir com teus afins e sê fiel ao amor.
Abdica de seres reconhecido e amado enquanto caminhas no mundo e segue primeiro O mestre das oliveiras.
O Galileu te ama, assim como ama a tantos outros que não o reconhecem, mas que um dia também chegarão a Ele.


Angélica